sábado, 24 de fevereiro de 2007

Herrique Arruda - poeta alogoano



A Flor e o Coração da Terra
A Flor e o Coração da Terra

A flor nasce... tão ligeiro o chão a cobre.
A flor sem alma constrói lei selvagem,
encerra-se num copioso sonho pobre:
A solidão é o espelho; o vazio a imagem.

Um dia quem sabe a flor cresce e descobre,
o coração da terra que traz sua mensagem,
contida num sentimento perfeito e nobre
sendo o desamor ilidido em real miragem.

Igual a flor... o amor em tempo corre.
Mas ele é a alma do tempo, o coração da terra!
Vence a fugacidade e jamais se enterra.

As guerras entre povos, a miserável fome
traduzem severas dores nestes meridianos;
o poder desvairado e cego fere e consome,
pesadelo interminável de ódios cotidianos.

Uma Flor em qualquer solo surge e some;
Brota e murcha, tem seu esplendor mediano.
Antes de fenecer a flor revela o seu nome:
Sou a Flor desse tempo efêmero e leviano!

Igual a flor... o amor em tempo corre.
Mas ele é a alma do tempo, o coração da terra!
Vence a fugacidade e jamais se enterra.

Henrique Arruda

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